Enquanto a imprensa chapa-branca transforma o caso Banco Master em um circo midiático para a classe média aplaudir, o verdadeiro assalto acontece nos bastidores, longe das algemas e dos holofotes.
Lula, que aprendeu com Palocci em 2002 que governar o Brasil exige ter os banqueiros no bolso, joga o jogo que conhece melhor:
fortalecer os gigantes para garantir a própria sobrevivência política.
Cada banco médio que quebra, cada fintech estrangulada por uma “operação modelo”, significa menos concorrência e mais lucro fácil para o quarteto que manda no país: Itaú, Bradesco, Santander e BTG.
Não se engane.
O sistema financeiro brasileiro é um dos mais concentrados do mundo por design, não por acaso. A matemática de 2026 é simples. Lula precisa de dinheiro quase infinito para bancar o novo PAC e um Bolsa Família turbinado.
Os grandes bancos, por sua vez, adoram comprar títulos da dívida pública com juros estratosféricos, desde que o governo garanta que ninguém ameace seu monopólio.
É uma troca de favores obscena.
O governo elimina concorrentes menores com a ajuda de uma burocracia estatal seletiva, e os bancões devolvem o favor financiando o Estado e, claro, campanhas e “institutos” que moldam o debate público.
A pergunta que a Polícia Federal não faz é direta: onde estão as operações contra os gigantes? A Lava Jato já mostrou que os maiores bancos do país lavaram bilhões. Mesmo assim, seguem intocáveis. São grandes demais para serem incomodados.
O Master pode cair. Seu banco digital pode desaparecer. Mas tocar nos donos do PIB? Jamais.
Em 2026, quando você for votar, lembre-se: a urna pode ser eletrônica, mas quem paga a conta da eleição é o spread que sai do seu bolso para o cofre de quem realmente manda em Brasília.
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por @charlescosta_oficial Jornalista