Petro:“Prefiro morrer na Colômbia que ser preso nos Estados Unidos”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos ao reagir a declarações do ex-presidente Donald Trump e do secretário de Estado Marco Rubio. Em pronunciamento recente, Petro afirmou que prefere morrer na Colômbia a ser preso por autoridades americanas, frase que ganhou forte repercussão internacional e aprofundou a tensão diplomática entre Bogotá e Washington.

Petro acusa setores do governo americano de se basearem em informações falsas e de ignorarem os esforços de seu governo no combate ao narcotráfico. Segundo ele, a Colômbia não aceita ameaças externas nem discursos que coloquem em dúvida a soberania do país.

O presidente colombiano classificou como ilegítimas as menções a uma possível ação dos Estados Unidos em território colombiano e afirmou que responderá “no momento certo”.

As declarações ocorrem após Trump chamá-lo publicamente de “homem doente” e não descartar medidas mais duras contra a Colômbia, em meio ao debate sobre drogas, segurança regional e cooperação internacional.

A retórica reacende um histórico sensível nas relações entre os dois países, marcadas por décadas de colaboração no combate ao narcotráfico, mas também por episódios de forte interferência política e militar americana na região.

Analistas avaliam que o discurso de Petro dialoga tanto com seu público interno quanto com aliados ideológicos na América Latina, reforçando uma narrativa de soberania e resistência a pressões externas.

Ao mesmo tempo, o embate público com figuras centrais da política americana tende a aumentar o isolamento diplomático do governo colombiano e pode impactar acordos estratégicos, ajuda financeira e cooperação em segurança.

O episódio expõe mais uma vez a fragilidade do equilíbrio regional em um momento de realinhamentos geopolíticos, com governos latino-americanos buscando maior autonomia enquanto os Estados Unidos sinalizam disposição para retomar uma postura mais dura no continente.

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