Investigações conduzidas por forças de segurança brasileiras indicam que uma facção criminosa originária da Venezuela já atua em ao menos seis estados do Brasil, ampliando sua presença para além das regiões de fronteira. O avanço do grupo está associado principalmente ao tráfico de drogas, armas e a crimes violentos.
Segundo autoridades, a organização se aproveita do fluxo migratório e da fragilidade de controle em áreas estratégicas para estabelecer bases operacionais no território brasileiro.
Estados afetados e forma de atuação
De acordo com levantamentos policiais, a facção já foi identificada em estados como São Paulo, Roraima, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
A atuação ocorre de forma descentralizada, com células que mantêm contato com facções brasileiras já consolidadas, principalmente para distribuição de drogas, lavagem de dinheiro e controle territorial.
Ligação com crise venezuelana
Especialistas em segurança pública apontam que a expansão da facção está diretamente ligada à crise política, econômica e social venezuelana, que enfraqueceu instituições e facilitou o crescimento do crime organizado transnacional.
O colapso do sistema de segurança no país vizinho permitiu que grupos criminosos buscassem novos mercados e rotas na América do Sul, com o Brasil se tornando um dos principais destinos.
Resposta das autoridades brasileiras
Forças policiais estaduais e federais intensificaram o compartilhamento de informações e operações conjuntas para mapear a estrutura da facção e impedir sua consolidação no país. O avanço do grupo é tratado como ameaça à segurança nacional, especialmente nas regiões de fronteira.
Até o momento, o Ministério da Justiça não divulgou um balanço oficial consolidado sobre o número de integrantes presos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quantos estados já registraram atuação da facção?
Ao menos seis estados brasileiros.
Quais crimes são atribuídos ao grupo?
Tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
Há relação com a crise da Venezuela?
Sim. Autoridades apontam ligação direta com o colapso institucional do país.