A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que “não há guerra”, mas que o país foi “agredido”, ao pedir pela libertação de Nicolás Maduro após sua captura pelas forças dos Estados Unidos. Em declarações públicas, Delcy qualificou a operação como violação da soberania venezuelana, insurgindo-se contra a ação militar que resultou na prisão do ex-mandatário.
A vice-presidente assumiu o comando constitucional após Maduro ser detido e levado para julgamento nos Estados Unidos, em meio a acusações de narcotráfico e conspiração internacional.
Venezuela chama ataque de “agressão imperialista”
Delcy afirmou que a operação norte-americana não configura um conflito declarado, mas sim uma “agressão imperialista” contra a Venezuela, e destacou que o país não está em guerra com os EUA. Segundo ela, a intervenção violou normas internacionais e representou uma afronta à independência e soberania da República Bolivariana.
Em outras falas, a presidente interina afirmou que a Venezuela “não será colônia de nenhum império”, um posicionamento que reflete a retórica tradicional do chavismo contra ingerências externas.
Continuidade do chavismo e desafios internos
Após a captura de Maduro, Delcy foi empossada oficialmente como presidente interina conforme a Constituição venezuelana, em um contexto complicado de tensão interna e pressões externas. Analistas apontam que sua fala pode ser encarada tanto como forma de legitimar sua liderança interna quanto como tentativa de buscar apoio de aliados internacionais e de setores bolivarianos que rejeitam a operação dos EUA.
Embora tenha criticado a ação dos EUA, Delcy também sinalizou abertura ao diálogo com Washington para preservar relações diplomáticas e buscar soluções pacíficas no futuro.
Reações regionais e diplomáticas
A declaração de Delcy gerou repercussão internacional. Países aliados da Venezuela criticaram a ação dos EUA como violação do direito internacional e pediram que seja respeitada a soberania venezuelana. Em paralelo, governos que apoiam a operação americana argumentam que a ação tinha como objetivo combater narcotráfico e violações transnacionais.
A situação política venezuelana segue sob intenso escrutínio global, com debates sobre possíveis sanções adicionais, negociações diplomáticas e pressões regionais para resolver o impasse.