O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou nesta quarta-feira (7) um plano em três etapas que os Estados Unidos pretendem aplicar na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. A estratégia combina ações econômicas, políticas e institucionais com objetivo de estabilizar o país.
1: Estabilização econômica com venda de petróleo
Rubio afirmou que o primeiro passo da estratégia é a estabilização econômica da Venezuela. Conforme a proposta, os EUA planejam extrair entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano e vendê-los no mercado internacional.
O resultado financeiro dessas vendas seria controlado pelos EUA, com a intenção declarada de beneficiar diretamente a população venezuelana, evitando que os recursos retornem a estruturas corruptas ou remanescentes do regime anterior.
2: Abertura da comercialização e reestruturação
O segundo passo descrito por Rubio inclui abrir a comercialização do petróleo para países aliados e empresas ocidentais, ampliando a integração econômica da Venezuela com mercados externos.
Essa fase visa não apenas à recuperação da produção e das exportações, mas também a atrair investimentos e parcerias capazes de tirar o país de um colapso econômico profundo.
3: Transição política e institucional
O terceiro estágio da estratégia americana, conforme apresentado por Rubio, é a transição política, com foco em criar condições para uma reorganização institucional que permita novas eleições e uma mudança sustentável no cenário político venezuelano.
Rubio ressaltou que essa fase exige prudência, cooperação internacional e mecanismos que garantam um processo eleitoral livre e legítimo, embora não tenha detalhado prazos específicos.
(H3) Estratégia amplia influência dos EUA na região
Analistas consideram o plano norte-americano como parte de uma tentativa mais ampla de reconfigurar a influência dos EUA na América Latina, especialmente em um contexto de competição geopolítica com potências como China e Rússia.
A estratégia de Rubio também foi criticada por democratas nos EUA e por alguns aliados internacionais, que veem riscos de exploração dos recursos venezuelanos e questionam a legalidade de ações que ultrapassem os limites do direito internacional.