Jurista alerta para risco real e iminente ao Brasil após intervenção militar dos EUA na Venezuela

José Geraldo na bancada de jornal sendo entrevistado

Declarações de José Geraldo destacam preocupações com interferências norte-americanas

O ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) e membro benemérito do Instituto dos Advogados Brasileiros, José Geraldo, afirmou que o Brasil enfrenta um risco “real e iminente” de intervenções dos Estados Unidos na América Latina. As declarações foram feitas em entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, no dia 7 de janeiro de 2026.
José Geraldo classificou a intervenção militar dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, como um ato “unilateral, de força prepotente”. Essa ação, ordenada pelo presidente Donald Trump, envolveu bombardeios e operações terrestres, colocando em xeque o Direito Internacional e organizações como a ONU.

Contexto da intervenção na Venezuela

A operação norte-americana, denominada Operação Resolução Absoluta, ocorreu em meio a escalada de tensões no Caribe. Os EUA justificaram a ação com base em combate ao narcotráfico e mudança de regime, mas enfrentaram condenações internacionais de países como Brasil, México, Chile, Colômbia, Rússia, Irã e China. O Brasil, em nota conjunta com aliados, repudiou a violação da soberania venezuelana e alertou para precedentes perigosos à paz regional.
No Brasil, o governo federal reforçou a fiscalização na fronteira com a Venezuela e avalia impactos humanitários, incluindo possível aumento de fluxos migratórios.

Implicações diretas para o Brasil segundo o jurista

José Geraldo apontou que o Brasil já sofreu imposições econômicas dos EUA, como o “tarifaço” imposto no ano passado, descrito como uma forma de estrangulamento para forçar alinhamento político. Ele citou declaração atribuída a Trump de que “o Hemisfério é nosso”, referindo-se ao continente sul-americano.
O jurista destacou riscos de interferência nas eleições brasileiras de 2026, com narrativas já circulando na mídia e redes sociais para influenciar o processo eleitoral.
Outros exemplos de ações norte-americanas mencionados
José Geraldo alertou para a ausência de limites nas ações de Trump, citando a possibilidade de anexação da Groenlândia, ilha autônoma dinamarquesa, como indicativo de um cenário global mais perigoso.

Repercussão e próximos passos

A intervenção na Venezuela gerou reações divididas na América Latina: opositores brasileiros celebraram a captura de Maduro como “libertação”, enquanto o governo Lula condenou a ação como inadmissível. Especialistas apontam impactos econômicos, como instabilidade no mercado de petróleo e riscos à segurança regional.
O caso segue em debate internacional, com reuniões no Conselho de Segurança da ONU e monitoramento de desdobramentos na transição venezuelana. No Brasil, autoridades acompanham possíveis reflexos na fronteira e na estabilidade política interna.

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