Ato de Lula pelos três anos do 8 de janeiro tem ausência do Centrão e foco na esquerda

Lula, janja, boulos e mais parlamentares do atual governo

Cerimônia no Planalto marca veto ao PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta quinta-feira (8 de janeiro de 2026), cerimônia no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos ataques extremistas de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes. O evento, enquadrado como defesa da democracia, teve predominância de aliados da esquerda e baixa adesão de forças políticas externas a esse espectro, incluindo ausências notáveis do Centrão.

Lula utilizou a solenidade para anunciar o veto integral ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025, que previa redução de penas para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo Jair Bolsonaro (PL) e envolvidos na trama golpista.

Presenças e ausências destacadas

Entre os presentes estiveram ministros do governo, como Camilo Santana (Educação), Alexandre Padilha (Saúde), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Marina Silva (Meio Ambiente), Margareth Menezes (Cultura), Renan Filho (Transportes) e Anielle Franco (Igualdade Racial); o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro; comandantes das Forças Armadas; governadores petistas, como Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte); e parlamentares do PT.

Ausentes os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do STF, Edson Fachin. O vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes, também não compareceu. O recesso parlamentar e judicial contribuiu para as ausências.

Declarações de autoridades e minimização das ausências

Ministros minimizaram o esvaziamento. Camilo Santana afirmou que “as pesquisas mostram que a grande maioria do povo brasileiro é contra o que aconteceu no 8 de Janeiro”. Renan Filho declarou que os presidentes da Câmara e do Senado são solidários à pauta e que realizar o ato serve para “manter viva a memória do que o país enfrentou”.

Lula mencionou ausências justificadas por férias e leu nomes de presentes para evitar percepção de baixa adesão.

Contexto político do evento

A cerimônia ocorreu em meio a reaproximação entre Lula e o Congresso, mas o veto ao PL contraria a maioria parlamentar, que apoiou a proposta. Articuladores do Planalto indicaram que a decisão de vetar seria tomada independentemente das presenças.

Repercussão e próximos passos

O evento destacou divisão política em torno da memória do 8 de janeiro, com menor capacidade de unir forças além da esquerda em comparação a anos anteriores. O veto ao PL da Dosimetria segue para análise do Congresso, que pode tentar derrubá-lo na retomada dos trabalhos em fevereiro de 2026.

A oposição já articula mobilização para reverter a decisão presidencial, vista como confronto ao Legislativo.

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