Ex-primeira-dama critica perseguição política e cobra prisão domiciliar para Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, em 7 de janeiro de 2026, que “não teve golpe” nos eventos relacionados ao 8 de janeiro de 2023. “Quem tem dois neurônios sabe que isso não aconteceu”, declarou ela, ao falar com a imprensa na porta do hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro realizava exames médicos.
Michelle adotou tom mais duro ao defender o marido, condenado e cumprindo pena em sala de Estado-Maior na Polícia Federal. Ela classificou a situação da família como vítima de “perseguição política” e “posição exacerbada” das autoridades.
Declarações sobre saúde e responsabilidade do STF
A ex-primeira-dama cobrou do Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro, comparando o caso ao tratamento dado ao ex-presidente Fernando Collor. “Se quisesse fugir teria feito há muito tempo… Se acontecer alguma coisa com o meu marido, a responsabilidade é da instituição”, afirmou, referindo-se ao STF.
Ela mencionou o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018: “Nós sofremos um atentado em 2018. A facada era para morte. Não tem como viver achando que está tudo bem”.
Contexto dos exames médicos e cumprimento de pena
As declarações ocorreram na véspera dos três anos dos ataques aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro passou por exames autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a questões de saúde. Ele cumpre pena após condenação relacionada aos eventos golpistas e à trama para ruptura institucional.
Posicionamento sobre os eventos de 8 de janeiro
Michelle reforçou a narrativa de que não houve tentativa de golpe, alinhando-se a defesas recorrentes no campo político do ex-presidente. A fala ocorre em meio a debates sobre o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, que poderia beneficiar condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Repercussão e cenário político
As declarações de Michelle intensificam o discurso de vitimização adotado por aliados de Bolsonaro. O caso segue acompanhado pelo STF, que avalia dilemas relacionados à execução da pena e ao quadro clínico do ex-presidente. Não houve reações imediatas citadas por autoridades judiciais ou governamentais às falas da ex-primeira-dama.