PT oferece suplência a Angelo Coronel para manter PSD na chapa “puro-sangue” na Bahia

pt oferece suplência a angelo coronel para manter psd na chapa “puro sangue” na bahia
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O Partido dos Trabalhadores (PT) propôs ao senador Angelo Coronel (PSD-BA) que ele figure como suplente do senador Jaques Wagner (PT-BA) na chapa majoritária para as eleições de outubro de 2026, na Bahia. A oferta, feita na semana passada, visa preservar o apoio do PSD ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição, sem abrir mão da composição “puro-sangue” – com nomes exclusivamente petistas: Jerônimo Rodrigues no governo, Jaques Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, no Senado. A articulação ocorre em meio às indefinições sobre as chapas majoritárias nos estados, com o PT intensificando negociações para evitar rupturas na base aliada baiana.

Detalhes da proposta e justificativa petista

A sugestão permite que Jaques Wagner, líder do governo no Senado, divida o mandato com Coronel caso seja eleito e assuma cargo no governo federal em eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Jaques Wagner confirmou a conversa e defendeu a alternativa como forma de resolver o impasse sem confrontos. “Eu acho que tem outras formas da gente fazer. Eu realmente perguntei se ele toparia vir aqui para a suplência. Não tem por que a gente brigar só pelo direito de ele ser candidato”, afirmou o senador petista.

A estratégia busca manter a unidade da base governista, que inclui o PSD nacionalmente comandado por Gilberto Kassab. O partido de Coronel tem peso relevante na política baiana e integra a coalizão que apoia Jerônimo Rodrigues desde sua eleição em 2022. Sem a inclusão de Coronel na chapa principal, o PSD poderia migrar para oposição ou negociar com outros grupos, como o de ACM Neto (União Brasil).

Contexto da chapa “puro-sangue”

A composição “puro-sangue” prioriza três figuras petistas de alta projeção: Jerônimo Rodrigues (governador atual), Rui Costa (ex-governador e ministro da Casa Civil) e Jaques Wagner (ex-governador e líder governista no Senado). O PT argumenta que a tríade fortalece a competitividade, com recall eleitoral elevado e contribuição direta ao governo estadual e federal. A fórmula visa maximizar votos na Bahia, principal reduto petista no Nordeste, em ano de disputa acirrada para reeleição de Lula e fortalecimento da base no Congresso.

Posição do PSD e silêncio de Coronel

O senador Angelo Coronel não se manifestou sobre a proposta até o momento da publicação. Fontes indicam que o PSD baiano busca preservar influência na chapa majoritária, mas o partido já sinalizou apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues independentemente da inclusão de Coronel na vaga principal ao Senado. Senadores como Otto Alencar (PSD) reforçaram que a aliança com o PT permanece estratégica no estado, mesmo com divergências nacionais sobre a sucessão presidencial.

Histórico de tensões e articulações recentes

Em 2025, discussões sobre a chapa geraram aproximações do PSD com a oposição, mas o PT manteve diálogo constante. Declarações de Coronel indicavam insatisfação com exclusão da chapa principal, com alertas de que o PSD poderia buscar “outro caminho” sem espaço garantido. A proposta de suplência surge como solução de compromisso, alinhada à tradição de negociações para manter coalizões amplas na Bahia, onde o PT governa desde 2007.

O cenário reflete o esforço petista para blindar a reeleição de Jerônimo Rodrigues e consolidar forças para 2026, em contexto de polarização e busca por unidade na base aliada.

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