A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para discutir a possibilidade de concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu nesta semana, conforme antecipado pela Jovem Pan, e reflete o retorno das conversas sobre o benefício ao ex-mandatário, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada, relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
Detalhes do encontro e contexto da solicitação
A reunião entre Michelle Bolsonaro e Gilmar Mendes teve como foco principal a análise das condições para a prisão domiciliar humanitária. A defesa de Bolsonaro tem argumentado com base em problemas de saúde do ex-presidente, incluindo sequelas de uma facada sofrida em 2018 e complicações recentes, como hérnia, soluços persistentes e traumatismo craniano após queda na cela. A solicitação mais recente foi protocolada no fim de semana passado, após agravamento do quadro de saúde relatado pelo filho Carlos Bolsonaro, que mencionou azia constante e abalo psicológico devido ao isolamento na solitária.
Reações e implicações judiciais
A iniciativa de Michelle Bolsonaro ocorre em meio a negativas consecutivas do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que tem rejeitado os pedidos de domiciliar. O encontro com Gilmar Mendes, decano da Corte, pode indicar busca por apoio interno para reverter a decisão. O TCU e outros órgãos não comentaram o episódio até o momento.
Histórico de saúde e prisão de Bolsonaro
Bolsonaro cumpre pena desde novembro de 2025, após perda da prisão domiciliar por tentativa de romper a tornozeleira eletrônica. Seu histórico médico inclui cirurgias para correção de hérnia inguinal, bloqueio do nervo frênico e desobstrução intestinal. Em janeiro de 2026, uma queda na cela resultou em traumatismo craniano leve, conforme exames. A família destaca o grave abalo psicológico agravado pelo isolamento.
Perspectivas para o pedido
A defesa protocolou novo pedido de domiciliar humanitária ao STF, ainda sem apreciação. O episódio reforça debates sobre condições de detenção de ex-autoridades com problemas de saúde crônicos, em contexto de cumprimento de pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.