A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, presenteou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz durante reunião na Casa Branca em 15 de janeiro de 2026. O gesto ocorreu em reconhecimento aos esforços de Trump pela liberdade do povo venezuelano, conforme publicação da Casa Branca. Machado descreveu o encontro como excelente e destacou o compromisso do presidente americano com a causa. Trump publicou nas redes sociais agradecendo o gesto, chamando-o de demonstração de respeito mútuo. A foto divulgada mostra Trump segurando uma moldura dourada com a medalha, acompanhada de texto que agradece pela liderança na promoção da paz através da força. O Instituto Nobel da Noruega esclareceu que o prêmio não pode ser transferido, compartilhado ou revogado, permanecendo como honraria de Machado.
Contexto da Reunião e Declarações
A reunião entre Machado e Trump aconteceu após o presidente rejeitar a nomeação da opositora como líder da Venezuela para substituir Nicolás Maduro, deposto em ação militar americana no início de janeiro de 2026. Trump havia feito campanha abertamente pelo Nobel antes de Machado recebê-lo em outubro de 2025 e reclamou publicamente quando não foi indicado. O único contato oficial foi uma conversa informal com assessores, sem audiência formal. Machado, vencedora das eleições presidenciais contestadas na Venezuela em julho de 2025, usou o gesto para influenciar o futuro político de seu país.
Repercussão Internacional e Posição do Nobel
O Instituto Nobel reiterou que o prêmio é intransferível, mantendo Machado como recipiente oficial. A atitude gerou debates sobre o simbolismo do gesto em meio a tensões na transição venezuelana. Trump elogiou Machado como mulher simpática, mas afirmou que ela não tem apoio suficiente no país para liderar.
Implicações para a Venezuela
A entrega da medalha reflete tentativas de reaproximação entre a oposição venezuelana e os EUA, após Trump respaldar Delcy Rodríguez como presidente interina. A transição política na Venezuela permanece incerta, com críticas internacionais à escolha de uma figura ligada ao regime de Maduro. O episódio destaca o papel de Trump na definição do futuro do país sul-americano.