A Polícia Federal em São Paulo chegou a pedir a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mas o avanço mais rápido de uma apuração conduzida em Brasília (DF) acabou resultando primeiro na detenção do empresário, em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A informação foi relatada pela colunista Natália Portinari (UOL) e circula em repercussões do texto publicadas nesta sexta-feira (16).
Vorcaro foi preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para apurar suspeitas de emissão e uso de títulos de crédito falsos e outros crimes financeiros no âmbito do Banco Master. A prisão ocorreu quando ele tentava embarcar, e o caso teve desdobramentos no sistema financeiro após a intervenção do Banco Central na instituição.
Operação Compliance Zero: o que investigam PF e STF
Em 14 de janeiro de 2026, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero, com buscas em endereços ligados a Vorcaro e familiares, além de outros alvos. As medidas foram autorizadas pelo STF, que também determinou bloqueio e sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões, segundo reportagens.
A Agência Brasil informou que a investigação também envolve a apuração sobre a concessão de “créditos falsos” e cita estimativas de fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados, no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master e a fatos investigados em conexão com o BRB (Banco de Brasília).
Do aeroporto às cautelares: o que se sabe sobre a situação de Vorcaro
Após a prisão em novembro, Vorcaro foi solto posteriormente, mas passou a cumprir medidas cautelares. A agência Reuters registrou que o empresário deixou a prisão com a exigência do uso de tornozeleira eletrônica, enquanto as investigações prosseguem.
Perguntas e respostas sobre o caso
Quem é Daniel Vorcaro?
Empresário apontado como controlador do Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero.
O que a PF investiga?
Suspeitas de fraudes financeiras envolvendo emissão/uso de títulos falsos e crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro (conforme descrições em reportagens e notas sobre a operação).
O que aconteceu em janeiro de 2026?
A PF deflagrou a segunda fase da operação, com buscas e bloqueios bilionários autorizados pelo STF.