O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil concederá isenção de vistos para cidadãos chineses em viagens de curta duração. A decisão foi tomada em regime de reciprocidade, após a China ter liberado a entrada de brasileiros sem visto desde 2025.
A confirmação ocorreu após uma conversa telefônica entre Lula e o presidente chinês Xi Jinping. Segundo o Palácio do Planalto, a medida faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da cooperação bilateral entre os dois países.
Reciprocidade diplomática e alinhamento estratégico
A iniciativa brasileira responde diretamente à política adotada por Pequim, que incluiu o Brasil na lista de países beneficiados com a isenção de visto para turismo, negócios, visitas familiares e trânsito.
Com isso, Brasil e China passam a operar sob um modelo de facilitação mútua de mobilidade, ampliando os canais de intercâmbio econômico, acadêmico e cultural.
Política chinesa já alcança dezenas de países
Desde a ampliação da política de isenção, a China passou a permitir a entrada de cidadãos de dezenas de nações sem exigência de visto, incluindo países da América do Sul. A medida tem sido usada por Pequim como instrumento de diplomacia econômica e soft power.
Cooperação em áreas estratégicas
O governo brasileiro destacou que a isenção está inserida no contexto de expansão das parcerias em setores considerados estratégicos, como ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento industrial.
A Presidência afirmou que o diálogo com a China tem priorizado a chamada “fronteira do conhecimento”, área vista como central para o reposicionamento do Brasil no cenário geopolítico.
Impactos e próximos passos
Até o momento, o governo não divulgou a data oficial de início da isenção nem os critérios técnicos completos, como tempo máximo de permanência e categorias abrangidas.
A expectativa do Planalto é que a medida fortaleça o fluxo de turistas, empresários e pesquisadores, consolidando a relação sino-brasileira como um dos principais eixos da política externa do país.