Jovens investigados desembarcaram no Brasil após viagem a Orlando
Dois dos adolescentes investigados no caso que envolve a morte do cão comunitário conhecido como “Orelha” retornaram ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos. Os jovens haviam passado dias em Orlando, na Flórida, período que coincidiu com o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens e relatos que indicam maus-tratos graves contra o animal, que não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.
Aparelhos celulares são apreendidos para perícia
Ao desembarcarem no país, os adolescentes foram intimados a prestar depoimento. Durante o procedimento, a Polícia Civil realizou a apreensão dos celulares dos suspeitos, que agora passam por análise técnica.
Conteúdo digital pode esclarecer dinâmica dos fatos
Segundo investigadores, a perícia nos aparelhos é considerada estratégica para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos, identificar possíveis registros de vídeo, mensagens, trocas em redes sociais e eventuais participações de terceiros.
A análise do material digital pode ser determinante para confirmar versões, estabelecer responsabilidades e fortalecer o conjunto probatório do inquérito.
Caso gerou comoção nacional e pressão por responsabilização
A morte do cão “Orelha” provocou forte reação pública, mobilizando defensores da causa animal, autoridades e usuários nas redes sociais. O episódio reacendeu o debate sobre crimes de maus-tratos, responsabilização penal e a atuação do Estado diante de casos envolvendo violência contra animais.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo provas. O inquérito permanece em andamento e novas diligências não estão descartadas.