“Atirar primeiro e perguntar depois”: o plano da Dinamarca para proteger a Groenlândia

‘atirar primeiro e perguntar depois’ o plano da dinamarca para proteger a groenlândia (1)
‘atirar primeiro e perguntar depois’ o plano da dinamarca para proteger a groenlândia (1)

A Dinamarca revelou planos radicais para defender a Groenlândia em meio às ameaças de “conquista” feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chefe do exército dinamarquês, Peter Boysen, afirmou que as tropas têm a obrigação de “atirar primeiro e perguntar depois” se houver qualquer agressão, conforme estipulado na constituição militar do país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17 de janeiro de 2026), destacando a necessidade de presença militar forte na ilha autônoma, rica em minerais e considerada vital para a segurança nacional americana por Trump. Tropas da Otan já foram deslocadas para o território, com aumento esperado no contingente, incluindo 1.500 soldados britânicos em novos exercícios militares.

Detalhes dos Planos de Defesa Dinamarqueses

Boysen enfatizou a importância de tropas em terra para manter a soberania, com reconhecimento do terreno auxiliado por satélites e drones. A Dinamarca possui um batalhão de cerca de 600 soldados pronto para ser enviado ao Ártico. O país intensificou suas forças armadas, com aumento de financiamento para navios, drones e caças, em resposta às insistências de Trump para adquirir a Groenlândia. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, condenou a determinação de Trump em “conquistar” a ilha, mobilizando aliados da Otan como França, Suécia, Alemanha e Noruega para demonstrar apoio à posse dinamarquesa.

Resposta da Groenlândia e Apoio Internacional

O vice-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, confirmou o aumento de soldados da Otan nos próximos dias, reforçando a defesa do território semiautônomo. Um oficial militar britânico deve chegar à ilha após conversas entre EUA e Dinamarca terminarem sem avanços. A mobilização europeia é uma forma de pressionar Washington a respeitar a soberania dinamarquesa, enquanto Trump afirma que não desistirá de opções para obter o controle total, considerando qualquer coisa menor inaceitável.

Ameaças de Trump e Estimativas Econômicas

Trump tem insinuado intenções de aquisição da Groenlândia desde seu primeiro mandato, revivendo a proposta em 2026. Ele alega que o território é essencial para a segurança nacional dos EUA, ameaçando “conquistá-lo” se necessário. Uma estimativa da NBC aponta que a compra custaria cerca de US$ 700 bilhões ao governo americano. Apesar das relações positivas com a Dinamarca, Trump acredita que “algo dará certo”. A tensão geopolítica no Ártico ganha destaque com o derretimento do gelo, abrindo novas rotas marítimas e acesso a recursos minerais.

Consequências para a Otan e Relações Transatlânticas

A ameaça americana coloca pressão sobre a Otan, aliança da qual a Dinamarca é membro desde 1949. A Europa discute respostas coletivas, como fortalecimento de capacidades árticas próprias. O episódio reflete rivalidades globais maiores, envolvendo segurança energética e projeção de poder no hemisfério norte, com implicações para a coesão da aliança transatlântica.

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