O Conselho Federal de Medicina determinou a abertura de uma sindicância para apurar possível falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A decisão foi tomada após relatos públicos de que Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela, bateu a cabeça e demorou a receber atendimento médico adequado, segundo informações divulgadas por familiares e aliados políticos.
O que será investigado pelo Conselho Federal de Medicina
De acordo com o CFM, a sindicância vai apurar se houve omissão, demora ou inadequação no atendimento médico, bem como se foram respeitados os protocolos previstos para pessoas privadas de liberdade.
Entre os pontos analisados estão:
Tempo entre o acidente e o atendimento médico
Condições clínicas avaliadas após a queda
Necessidade de exames complementares
Comunicação entre médicos, Polícia Federal e autoridades judiciais
Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento pode evoluir para processo ético-disciplinar.
Relatos da família e da defesa
A abertura da sindicância ocorre após declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, que afirmaram que o ex-presidente apresentava hematomas e sinais de desorientação após a queda.
A defesa sustenta que Bolsonaro deveria ter sido encaminhado imediatamente a um hospital para exames de imagem, o que não ocorreu naquele momento.
PF e STF acompanham o caso
A Polícia Federal informou que o atendimento inicial foi prestado por médico da corporação e que eventuais encaminhamentos externos dependem de autorização do Supremo Tribunal Federal.
O caso segue sob acompanhamento do STF e agora também do Conselho Federal de Medicina, ampliando o escrutínio institucional sobre as condições de saúde e assistência médica do ex-presidente no sistema prisional.