Críticas publicadas pelo jornal estatal norte-coreano
A Coreia do Norte acusou o Japão de preparar uma invasão ao país, em publicação do Rodong Sinmun, principal jornal estatal, datada de 8 de janeiro de 2026. As críticas surgiram após a aprovação, pelo governo japonês, do maior orçamento militar da história do país, no valor de 9,04 trilhões de ienes (equivalente a cerca de R$ 311 bilhões).
O foco dos investimentos inclui o fortalecimento da capacidade de resposta e da proteção costeira. Segundo o jornal norte-coreano, essa medida revela ambições de recuperar o militarismo do passado imperial japonês.
Declarações sobre revisão constitucional
O Rodong Sinmun afirmou que a administração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, busca revisar a Constituição pacifista pós-Segunda Guerra Mundial. Essa mudança permitiria transformar as Forças de Autodefesa em tropas regulares, erguendo uma “base institucional” para que o Japão volte a ser um “Estado de agressão”.
O texto descreveu o país como dominado por uma “ilusão autodestrutiva” ao avançar nessa direção.
Participação em exercícios com a OTAN e elevação da capacidade militar
Outra crítica envolve a participação japonesa em exercícios conjuntos com países membros da OTAN. Para Pyongyang, essa cooperação amplia o alcance operacional das forças japonesas e reforça suspeitas de ambições regionais maiores.
O jornal avaliou que o aumento dos gastos militares eleva a capacidade de combate a um “nível imprudente”, demonstrando a intenção de transformar o Japão em uma potência militar plena.
Contexto histórico invocado nas acusações
As declarações norte-coreanas ligam as ações atuais ao passado imperial japonês, alertando para um esforço de retomar o militarismo associado àquele período.
Repercussão e impacto na estabilidade regional
As acusações destacam riscos à estabilidade no Leste Asiático, interpretando os investimentos japoneses como uma ameaça direta. Não há registros imediatos de respostas oficiais do governo japonês ou de aliados internacionais às declarações do Rodong Sinmun.
Os próximos desdobramentos incluem o monitoramento da implementação do orçamento militar japonês e possíveis novas reações diplomáticas na região, em um contexto de tensões crescentes na península coreana e no Indo-Pacífico.