A delegada da Polícia Civil de São Paulo Layla Lima Ayub foi presa na manhã desta sexta-feira (16), em São Paulo, sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão ocorreu no contexto da Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Civil paulista e do Gaeco do Pará.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a investigação aponta que a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção e teria atuado de forma irregular em audiências de custódia envolvendo presos ligados ao PCC. O MPSP informou que a suspeita teria usado o cargo de maneira indevida nesse tipo de procedimento, ponto que está entre os focos da apuração.
Mandados cumpridos em São Paulo e no Pará
A Operação Serpens cumpriu sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Marabá (PA). Além disso, foram expedidos dois mandados de prisão temporária, um contra a delegada e outro contra um integrante do PCC, de acordo com a CNN Brasil.
A Agência Brasil também registrou que a ação foi realizada com participação do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), além da Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo e do Gaeco do Pará.
Posse recente e investigação sobre conduta após assumir o cargo
De acordo com a CNN Brasil, Layla Lima Ayub tomou posse como delegada de polícia de 3ª classe em 18 de dezembro de 2025. As apurações indicam que a atuação como advogada em audiências de custódia teria ocorrido após a posse, o que é incompatível com as atribuições do cargo e pode configurar irregularidades administrativas e criminais, a depender do que for comprovado no inquérito.
A reportagem da CNN Brasil informou que busca localizar a defesa da delegada e que o espaço permanece aberto para manifestações.
Perguntas e respostas: o que se sabe até agora
O que motivou a operação?
Suspeita de ligação de uma delegada com integrantes do PCC e uso irregular do cargo em audiências de custódia.
Onde foram cumpridos os mandados?
Em São Paulo e em Marabá (PA), com buscas e prisões temporárias.
Quem participou da ação?
MPSP, Corregedoria-Geral da Polícia Civil de SP, GAECO e Gaeco do Pará.