A escassez de mão de obra tem impactado diretamente o setor da construção civil no Brasil em 2025. Segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), 71% das construtoras apontam a falta de trabalhadores como o principal obstáculo do ano — aumento de 19 pontos percentuais em relação a 2023 e o maior índice da série histórica.
O déficit de profissionais tem provocado atrasos em 21% das obras, enquanto 18% das empresas afirmam ter revisado preços em razão do problema. Em 2024, o custo da mão de obra subiu 8,56%, superando em cerca de 2 pontos percentuais a inflação geral da construção.
As maiores dificuldades estão em funções consideradas críticas, como eletricistas, mestres de obra e pedreiros especializados. De acordo com as empresas, muitos canteiros operam com 20% a 30% menos trabalhadores do que o necessário.
Diante do cenário, construtoras têm ampliado investimentos em tecnologias como robótica, impressão 3D, pré-fabricação e modelagem digital (BIM), buscando reduzir a dependência de trabalho manual intensivo.
Via: @ch7brasil Jornalismo
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