Nova taxação foi sancionada pelo atual presidente e entrou em vigor por decisão direta do Planalto
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria a taxação sobre as plataformas de apostas esportivas, conhecidas como bets. A medida, apresentada como estratégia de arrecadação e regulação do setor, foi aprovada no Congresso e transformada em lei com a assinatura do próprio presidente.
Apesar disso, integrantes do governo e aliados políticos passaram a atribuir a responsabilidade pelo impacto da medida à gestão anterior, alegando que o setor foi “herdado sem controle” do governo Bolsonaro. A narrativa, no entanto, ignora o fato central: o imposto não existia e só passou a valer após a sanção presidencial.
O imposto não é herança, é decisão
A taxação sobre as bets não decorre automaticamente da existência das plataformas. Ela nasce de um ato político concreto: a aprovação de uma lei específica que define alíquotas, regras e obrigações.
Sanção presidencial confirma autoria da medida
Sem a sanção de Lula, o projeto não teria se tornado lei. O ato final, que transforma uma proposta em obrigação legal, partiu do atual governo. Não se trata de uma política herdada, mas de uma escolha deliberada.
O discurso da culpa como estratégia política
A tentativa de associar a criação do imposto ao governo anterior revela uma estratégia recorrente: deslocar a responsabilidade por decisões impopulares. Ao fazer isso, o Planalto tenta preservar sua base política enquanto transfere o desgaste ao adversário.
O impacto direto no bolso do cidadão
Embora a cobrança recaia formalmente sobre as empresas de apostas, o custo tende a ser repassado ao consumidor final, por meio de taxas, comissões mais altas e redução de bônus.
A lógica econômica da transferência de custos
Na prática, o imposto se converte em aumento indireto para o usuário, que passa a pagar mais para apostar ou recebe menos retorno em promoções e prêmios.
Conclusão: responsabilidade não se terceiriza
O imposto é uma criação do atual governo, sancionada por Lula e implementada sob sua gestão. A tentativa de atribuir a medida a administrações passadas não altera o fato central: quem governa, decide. E quem decide, assume.