Guarda Revolucionária do Irã ameaça retaliação em meio a protestos sangrentos e crise interna

Bandeira do Iran

Alerta emitido pela inteligência da IRGC ganha destaque na mídia estatal

Declarações fortes contra “planejadores” de atentados e disseminação de insegurança

Nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), o serviço de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), força de elite das Forças Armadas iranianas conhecida por reprimir protestos em massa no passado, emitiu um comunicado oficial alertando para “retaliação”. A declaração foi divulgada pela agência de notícias estatal Tasnim e responsabiliza “planejadores” pelos recentes atentados terroristas, afirmando que o sangue das vítimas recai sobre eles. “Advertimos que a continuação desta situação é inaceitável, e o sangue das vítimas dos recentes atentados terroristas recai sobre os seus planejadores”, diz o texto. Além disso, o comunicado destaca que “o povo do Irã considera legítimo o direito de retaliar contra a disseminação da insegurança”.

A IRGC reforça que a salvaguarda das conquistas do regime e a preservação da segurança da sociedade são suas “linhas vermelhas”. O documento conclui afirmando que a força permanecerá ao lado da nação iraniana “até que o plano do inimigo seja completamente derrotado e a segurança dos cidadãos seja estabelecida e garantida”.

Contexto de escalada: protestos por custo de vida e inflação

Mortes de manifestantes e forças de segurança em meio à repressão

O alerta surge em um momento de intensa agitação interna no Irã, com protestos nacionais motivados pelo alto custo de vida e inflação galopante, que se intensificaram desde o final de 2025. O governo iraniano classifica incidentes recentes como “atentados terroristas” perpetrados por “mercenários” que teriam assassinado membros das forças de segurança. Organizações de direitos humanos relatam dezenas de mortes de manifestantes nos últimos dias, incluindo relatos de uso de fogo real, prisões arbitrárias e invasões em hospitais para deter feridos. A CNN não conseguiu confirmar independentemente os números divulgados por esses grupos.

Os protestos provocaram impactos significativos, como cancelamentos de voos e bloqueios de internet em várias regiões, dificultando a circulação de informações. A mídia estatal iraniana atribui parte da violência a “agentes terroristas” externos, mas o foco do comunicado da IRGC permanece na defesa interna do regime.

Tensões externas e respostas internacionais

Reações ao posicionamento dos EUA e ameaças de intervenção

O cenário interno coincide com declarações internacionais, incluindo ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intervir caso a repressão a manifestantes pacíficos se agrave. Autoridades iranianas, incluindo líderes da IRGC e do governo, responderam com alertas de que qualquer interferência externa tornaria bases americanas e interesses regionais alvos legítimos. O regime elevou o nível de prontidão militar, com centenas de unidades da IRGC e do Exército regular em alerta máximo, conforme reportagens da mídia estatal.

O acordo ainda depende de ratificações finais, mas o comunicado da IRGC sinaliza endurecimento da postura do regime diante da crise interna e das pressões externas.

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