Goiânia aprovou a chamada Lei anti Oruam. A nova legislação proíbe a contratação, com recursos públicos, de shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil que façam apologia ao crime organizado ou ao consumo de drogas.
A lei é de autoria do vereador Igor Franco e alcança toda a administração direta e indireta do município, exigindo cláusulas contratuais que impeçam esse tipo de conteúdo nas apresentações. Eventos acessíveis a menores também deverão conter aviso expresso de restrição quando houver risco de violação da norma.
O debate vai além da música. Trata-se de um recado institucional sobre quais valores o poder público escolhe financiar e legitimar. Cultura é expressão, mas também é responsabilidade social quando envolve dinheiro público e a formação de jovens.
A pergunta que fica é simples e atual. O Estado deve ser neutro diante de conteúdos que normalizam o crime ou precisa estabelecer limites claros quando o público é infantojuvenil?
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por @charlescosta_oficial Jornalista