Lentidão de Moraes com Bolsonaro repete padrão contra réus da direita: críticas crescem enquanto cotados disputam vaga de Lewandowski

Jair Bolsonaro em cama de hospital, Morais

Demora em pedidos da defesa de Bolsonaro gera acusações de tratamento desigual

Padrão observado em casos de figuras da direita e reação do CFM

A coluna “Bom Dia” da Gazeta do Povo, publicada em 9 de janeiro de 2026, destaca a demora do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em analisar pedidos da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A lentidão é descrita como repetição de um padrão adotado por Moraes no trato com réus da direita. Falhas recentes na assistência médica a Bolsonaro, que ocorreram enquanto ele cumpre prisão, provocaram reação do Conselho Federal de Medicina (CFM), que abriu sindicância para investigar possíveis violações éticas na prestação de cuidados. Moraes anulou a sindicância e determinou oitiva com o presidente do CFM para apurar eventual responsabilidade criminal.

A publicação aponta que esse atraso não é isolado, citando precedentes com ex-deputados como Roberto Jefferson e Daniel Silveira, cujos advogados também reclamaram de demoras em avaliações de saúde e autorizações judiciais. Críticas incluem acusações de que a lentidão pode agravar o quadro clínico de Bolsonaro, com comorbidades que demandam monitoramento contínuo. A coluna menciona ainda que ex-juíza Ludmila Grilo classificou decisões de Moraes contra o CFM como “bizarrices”, sugerindo perseguição a entidade de classe.

Contexto dos condenados do 8 de Janeiro e propostas de anistia

Números das condenações e veto presidencial ao PL da Dosimetria

A matéria contextualiza o debate com os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo levantamento do gabinete de Moraes, são 835 pessoas condenadas pela Primeira Turma do STF: 420 com penas de prisão e multa, 415 com prisão convertida em serviços comunitários e multa, e 179 ainda presas. Após veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria (que visava reduzir penas), Moraes protocolou proposta de anistia “ampla e irrestrita” aos envolvidos. A coluna critica o uso recorrente do 8 de Janeiro como “fetiche” para justificar estado de exceção, chamando o slogan “defesa da democracia” de vazio e hipócrita, usado para justificar sua antítese.

Saída de Lewandowski do Ministério da Justiça e nomes cotados para substituição

Perfil técnico e político dos possíveis sucessores

A coluna informa sobre a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sem grandes avanços registrados. Movimentações indicam que Manoel Carlos de Almeida Neto, atual número 2 da pasta e ex-secretário-geral do TSE e STF, deve comandar interinamente. Outros nomes cotados incluem perfis ligados ao PT, como militante do partido e ex-advogado de Lulinha (detalhes em artigo relacionado da Gazeta). Fontes externas mencionam ainda Andrei Rodrigues (diretor-geral da PF), Rodrigo Pacheco (ex-presidente do Senado), Vinícius de Carvalho (ministro da CGU) e Camilo Santana (ministro da Educação e ex-governador do Ceará) como opções em discussão, com preferência por figuras com densidade jurídica, autoridade política e experiência em segurança.

A saída ocorre em ano pré-eleitoral (2026), quando segurança pública ganha relevância. A coluna integra o tema a críticas mais amplas ao governo Lula, incluindo alertas de colapso fiscal por órgãos como IFI e Ipea.

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