Lula intervém para conter crise entre BC e TCU no caso Master

lula intervém para conter crise entre bc e tcu no caso master (1)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a mediar a crise entre o Banco Central (BC) e o Tribunal de Contas da União (TCU) envolvendo a liquidação do Banco Master. A intervenção ocorreu após o despacho do ministro Jhonatan de Jesus, relator no TCU, que determinou inspeção in loco no BC e não descartou cautelar para suspender a venda de ativos do Master. A medida gerou reações negativas no mercado financeiro e desconforto no BC, presidido por Gabriel Galípolo, que viu a autoridade do órgão ameaçada. Haddad procurou membros do tribunal e outras autoridades para esfriar os ânimos, com o aval de Lula, que se comprometeu a conversar com o presidente do TCU, Vital do Rêgo.

Detalhes da crise e ações do governo

O despacho de Jhonatan de Jesus, emitido em 5 de janeiro de 2026, afirmava que a inspeção seria necessária para analisar a conduta do BC na liquidação do Banco Master, decretada em meio a investigações sobre irregularidades financeiras. O BC recorreu ao TCU, solicitando que a inspeção fosse chancelada pelo plenário da Corte, em recesso. Vital do Rêgo afirmou que o TCU fiscaliza, mas não liquida instituições, e que uma “desliquidação” não caberia ao tribunal. Nos bastidores, ministros do TCU pressionam Jhonatan por exposição negativa, e ele sinalizou recuo da inspeção, reconhecendo que reversão da liquidação seria competência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Pressão sobre Galípolo e impacto no mercado

Galípolo se sentiu isolado na defesa do BC, atacado por aliados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Haddad argumentou contra reversão da liquidação, visando preservar a instituição e evitar abalos no mercado. A crise destaca tensões entre órgãos fiscalizadores e reguladores em casos de intervenção financeira.

Consequências e próximos passos

A articulação governamental busca evitar desgaste institucional e instabilidade econômica. Jhonatan deve acatar o recurso do BC, suspendendo a inspeção. O caso reforça debates sobre limites de atuação do TCU em decisões do BC, em contexto de recuperação econômica pós-pandemia.

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