A Organização das Nações Unidas afirmou que a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela violou normas do direito internacional, ao desrespeitar princípios fundamentais como soberania estatal, não intervenção e uso proporcional da força.
A avaliação foi feita após a ação que resultou na prisão do presidente Nicolás Maduro e em bombardeios em Caracas e outras regiões do país.
Violação da soberania e ausência de mandato internacional
Segundo representantes da ONU, a operação não contou com autorização do Conselho de Segurança, condição necessária para intervenções militares em Estados soberanos, salvo em casos de legítima defesa imediata.
A entidade ressaltou que ações unilaterais desse tipo fragilizam o sistema internacional baseado em regras e criam precedentes perigosos para a estabilidade global.
Alerta para escalada de conflitos regionais
A ONU também manifestou preocupação com os efeitos regionais da operação, alertando para o risco de escalada militar na América Latina e para impactos humanitários diretos sobre a população civil venezuelana.
O organismo reforçou que crises políticas devem ser tratadas por meios diplomáticos, negociações multilaterais e mecanismos previstos nas convenções internacionais.
EUA defendem legitimidade da ação
O governo norte-americano sustenta que a operação foi necessária para combater crimes transnacionais, como tráfico de drogas e terrorismo, atribuídos ao governo Maduro. Washington afirma que a ação foi “legal e proporcional”, posição contestada pela ONU e por diversos países.
Até o momento, não há indicação de sanções formais contra os EUA por parte do organismo internacional.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que a ONU afirmou sobre a operação?
Que violou o direito internacional e a soberania da Venezuela.
Houve autorização do Conselho de Segurança?
Não, segundo a própria ONU.
Os EUA reconhecem a crítica?
Não. O governo americano defende a legalidade da ação.