O Palácio do Planalto demonstrou ausência de surpresa com o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto para a Presidência da República na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 14 de janeiro de 2026. O levantamento aponta Flávio Bolsonaro com 23% das intenções de voto como pré-candidato, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 39%. Integrantes do governo avaliam que o avanço de Flávio é natural, especialmente em meio ao enfraquecimento da candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), descrita como “enfraquecida” e sem perspectiva de progresso.
Avaliação dos aliados de Lula
Aliados próximos ao presidente Lula, incluindo assessores petistas, preveem que Flávio Bolsonaro pode crescer ainda mais nos próximos meses. A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 9 e 12 de janeiro com 2.004 entrevistados, mostra Lula na liderança em todos os cenários estimulados, mas com margens que podem variar conforme o desempenho econômico e as articulações políticas. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais e reflete uma polarização persistente, com Flávio Bolsonaro consolidando-se na oposição ao petista.
Estratégia do governo para melhorar números
Integrantes do governo celebram a liderança de Lula e planejam impulsionar os índices com a aprovação de pautas populares, como o fim da escala de trabalho 6×1. A estratégia visa reforçar o apoio em bases eleitorais chave, em um ano marcado por preparativos para as eleições presidenciais de outubro de 2026. A pesquisa espontânea reforça a liderança de Lula com 28%, seguido por Flávio Bolsonaro com 24% e Tarcísio de Freitas com 5%, indicando espaço para movimentações no tabuleiro político.
Contexto da candidatura de Tarcísio de Freitas
O enfraquecimento da pré-candidatura de Tarcísio de Freitas é visto como fator chave para o avanço de Flávio Bolsonaro. O governador paulista aparece com 12% nas intenções de voto no cenário estimulado, atrás de Lula e Flávio. A avaliação do Planalto é de que a campanha de Tarcísio “não irá para frente”, o que pode redirecionar votos da direita para o senador fluminense. O levantamento também mediu rejeição: Flávio Bolsonaro com 52%, Lula com 45% e Tarcísio com 28%, o menor índice entre os três.
Implicações para 2026
Os resultados indicam um cenário aberto para as eleições presidenciais de 2026, com Lula mantendo favoritismo, mas sujeito a variações. A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ser influenciada pelo desempenho econômico, segurança pública e articulações partidárias. Tarcísio de Freitas, apesar do enfraquecimento apontado, permanece como opção de centro-direita com imagem de gestor eficiente.