Após sucessivos pedidos de prazo, o Banco Central enviou ao Tribunal de Contas da União uma nota técnica para justificar a liquidação do Banco Master.
Não enviou documentos robustos. Não apresentou provas detalhadas. Apenas uma
narrativa.
Para quem acompanha o funcionamento do TCU, isso é insuficiente. A Corte existe
para analisar atos administrativos com base em evidências, não em versões.
Em processos dessa magnitude, opinião técnica não substitui comprovação.
O contraste chama atenção. Para liquidar um banco, a decisão foi rápida. Para explicar a decisão ao órgão de controle, o processo se arrastou. E, ao final, o que
chegou foi um documento frágil, sem lastro probatório claro.
Não se trata de defender instituições financeiras ou atacar o regulador. Trata-se de
um princípio básico da administração pública: decisões extremas exigem
transparência extrema.
Quando um órgão resiste a explicar seus próprios atos, o problema deixa de ser o caso específico e passa a ser o método. E método importa, sobretudo quando
quem decide afeta todo o sistema.
Via:@ch7brasil Jornalismo
@charlescosta_oficial