O caso Havaianas não foi erro de marketing. Foi escolha consciente.
Em 2010, a Alpargatas tinha dívida superior a 200 milhões de reais e, ainda assim, recebeu 110 milhões do BNDES. Entre 2010 e 2017, foram mais de 220 milhões em financiamentos públicos durante os governos do PT. Coincidência não explica padrão.
A empresa já esteve nas mãos da Camargo Corrêa, envolvida nos escândalos da Lava Jato, e depois passou pela J&F, de Joesley e Wesley Batista. Hoje, o CEO da Alpargatas integra o chamado conselhão indicado por Lula. No quadro acionário, grupos ligados às famílias Moreira Salles e Setúbal, controladoras do Itaú.
O Itaú não é apenas mais um banco. É o chefe do clube dos grandes bancos, o centro de um oligopólio financeiro que concentra poder, impõe juros elevados, empobrece famílias e dificulta a concorrência no sistema bancário. Um modelo que lucra com dívida, não com produção.
Em 2024, com Lula de volta ao poder, o Itaú registrou o maior lucro de sua história. A pergunta é simples: o que dá mais retorno, vender chinelo ou vender dinheiro a juros altos?
Comunicação nunca é neutra. Empresas desse porte sabem exatamente o impacto de cada campanha.
Em ano pré-eleitoral, posicionamento não é descuido.
É mensagem. É interesse. É poder.
Quem chama de erro não entendeu o recado.
@ch7brasil Jornalismo
por @charlescosta_oficial Jornalista.