O consumidor que espera taxas menores e mais opções bancárias em 2026 pode tirar o cavalo da chuva. A gestão de Renato Gomes, encerrada em 31 de dezembro, deixa como herança um sistema financeiro desenhado para a sobrevivência dos maiores, não para a eficiência dos melhores.
Sob sua condução, o Banco Central promoveu uma espécie de seleção artificial.
Em nome da segurança, a inovação das fintechs foi sufocada por uma burocracia de padrão europeu. Em paralelo, fusões e aquisições receberam sinal verde, ampliando ainda mais a concentração do mercado brasileiro.
A agilidade do BC foi seletiva. Lenta para quem buscava licença para competir, rápida para quem queria autorização para comprar o concorrente.
A ética pública também passa por um teste de estresse. A iminente ida de Gomes para o setor financeiro de alta renda reforça a percepção de captura intelectual.
O regulador pensava como banqueiro muito antes de se tornar um. Para o cidadão comum, sobra a conta de um mercado cada vez mais cartelizado.
O Banco Central garantiu estabilidade, mas falhou na promessa de democratização do crédito e da concorrência.
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por @charlescosta_oficial Jornalista