O Tribunal de Contas da União acendeu um alerta sobre a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master. Segundo o TCU, há indícios de que a decisão pode ter sido tomada de forma precipitada, sem a devida exposição clara dos critérios técnicos e sem que alternativas menos drásticas tenham sido plenamente exploradas.
Diante dessas dúvidas, o TCU concedeu um prazo de 72 horas para que o Banco Central apresente explicações detalhadas. O órgão quer saber quais fundamentos levaram à liquidação, se houve tentativas concretas de soluções de mercado, como ocorreu a condução interna do processo e se existiram divergências entre áreas técnicas do próprio BC.
O caso vai além de um banco específico. Ele toca em pontos sensíveis do sistema financeiro, como transparência, governança, previsibilidade regulatória e segurança jurídica. Decisões desse porte impactam investidores, credores e a confiança no ambiente econômico como um todo.
Agora, o foco está na resposta do Banco Central. Dependendo dos esclarecimentos apresentados, o TCU pode adotar novas medidas, inclusive cautelares, ampliando o alcance da investigação.