Zelensky confirma: 4 mortos em ataque russo com quase 300 drones na Ucrânia

zelensky confirma 4 mortos em ataque russo com quase 300 drones na ucrânia
zelensky confirma 4 mortos em ataque russo com quase 300 drones na ucrânia

A Ucrânia sofreu um dos maiores ataques aéreos russos desde o início da invasão em fevereiro de 2022. O presidente Volodymyr Zelensky informou que quatro pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas após o país ser atingido por 298 drones e mísseis durante a noite de 12 para 13 de janeiro de 2026. As defesas antiaéreas ucranianas abateram 274 alvos, mas fragmentos e impactos diretos causaram danos em infraestrutura civil e energética em várias regiões. O ataque ocorreu em meio a tensões renovadas na frente oriental e negociações diplomáticas estagnadas sobre cessar-fogo.

Detalhes do ataque e resposta ucraniana

De acordo com o Comando Aéreo das Forças Armadas da Ucrânia, foram lançados 298 veículos aéreos não tripulados (drones) do tipo Shahed e mísseis balísticos e de cruzeiro. A maioria partiu de territórios russos e da Bielorrússia. As defesas ucranianas destruíram 274 drones e mísseis, o que representa taxa de interceptação superior a 92%. Os impactos ocorreram principalmente nas regiões de Kiev, Kharkiv, Odessa, Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia. Em Kiev, fragmentos de drones caíram em áreas residenciais, causando incêndios e danos a edifícios civis. Em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, houve interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Zelensky destacou em mensagem nas redes sociais que os ataques visaram deliberadamente infraestrutura civil e energética, classificando-os como “terrorismo russo”. Ele agradeceu aos operadores de sistemas antiaéreos e reforçou a necessidade de mais defesas aéreas ocidentais para proteger a população.

Vítimas e danos materiais

As quatro mortes foram confirmadas em três regiões diferentes: duas em Kiev (um homem e uma mulher em prédio residencial atingido por fragmentos), uma em Kharkiv (homem de 62 anos) e uma em Odessa (mulher de 45 anos). Os feridos incluem civis e militares. A Ukrenergo informou que usinas térmicas e linhas de transmissão foram danificadas, gerando blecautes parciais em várias localidades. Equipes de emergência trabalham para restabelecer o fornecimento de luz e aquecimento, em meio a temperaturas abaixo de zero no inverno ucraniano.

Contexto militar e diplomático

O ataque ocorre após semanas de avanços russos na frente de Pokrovsk e Kurakhove, no Donbass, e em meio a relatos de que Moscou intensificou a produção de drones Shahed com apoio do Irã. A Ucrânia tem recebido novos lotes de sistemas de defesa antiaérea Patriot, NASAMS e IRIS-T, mas ainda enfrenta déficit de munição para interceptores. No campo diplomático, negociações indiretas mediadas por Turquia e Catar seguem paralisadas, com Rússia exigindo reconhecimento de territórios ocupados e Ucrânia insistindo na retirada total das tropas russas.

Zelensky reiterou que o país precisa de mais apoio militar urgente, especialmente em mísseis de longo alcance e defesas antiaéreas, para conter a escalada russa.

Repercussão internacional

Líderes ocidentais condenaram o ataque. O secretário de Estado americano Antony Blinken afirmou que os EUA continuarão fornecendo assistência à Ucrânia. A União Europeia anunciou novo pacote de sanções contra entidades russas envolvidas na produção de drones. O episódio reforça a urgência de reforçar a capacidade defensiva ucraniana em um conflito que entra no quarto ano.

Leia mais

Uma mulher grávida foi presa após furtar 29 celulares durante as comemorações de Réveillon em Copacabana, no Rio de Janeiro. Segundo a...

O senador dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que não se importa com a posição da Organização das Nações Unidas (ONU) em...

A Polícia Federal (PF) iniciou, em 26 de janeiro de 2026, uma nova etapa do inquérito que apura irregularidades no Banco Master,...