O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), negou nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026) qualquer intenção de compor chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais de 2026. Em entrevista à rádio Itatiaia, Zema reforçou sua pré-candidatura à Presidência da República, anunciada pelo Partido Novo em agosto de 2025, e afirmou que levará o projeto até o fim. A declaração veio após o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), sugerir publicamente que Zema seria o “melhor nome” para vice de Flávio, destacando sua experiência administrativa e entregas em Minas Gerais. O episódio intensifica o debate sobre composições eleitorais no campo da direita e centro-direita, em um cenário de polarização para o pleito de outubro de 2026.
Declarações de Zema e contexto da negação
Zema foi categórico ao rebater as especulações: “Eu sou pré-candidato à Presidência, como já foi anunciado no ano passado, e continuo com a pré-candidatura até o final”. Ele classificou as sugestões como infundadas e enfatizou o compromisso com o Partido Novo, que oficializou sua pré-candidatura no ano anterior. O governador mineiro, reeleito em 2022 com ampla margem, usa sua gestão como plataforma: reduziu o déficit estadual, privatizou a Cemig e avançou em reformas administrativas, pautas liberais que o diferenciam de outros nomes da direita.
Sugestão de Ciro Nogueira e críticas ao passado
Ciro Nogueira, em entrevista recente, elogiou Zema como contraponto ideal para Flávio Bolsonaro, argumentando que o governador tem “entregas e experiência” e que a eleição de 2026 será decidida no Sudeste. Nogueira criticou a escolha do general Braga Netto como vice de Jair Bolsonaro em 2022, afirmando que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) teria sido melhor opção. A proposta reflete articulações para fortalecer uma chapa bolsonarista, com Flávio como potencial candidato à Presidência, mas Zema descartou alianças nesse sentido.
Posicionamento político de Zema e alianças
Zema tem se posicionado como alternativa à polarização Lula-Bolsonaro, criticando o “lulismo” e o que chama de “parasitas do Estado”. Em evento recente em São Paulo, acusou o ministro do STF Alexandre de Moraes de “abusos e perseguições”. Em Belo Horizonte, reforçou afinidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e comentou a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD. O Partido Novo aposta na independência, rejeitando coligações com o PL ou centrão bolsonarista, e vê em Zema a chance de expansão nacional.
Implicações para 2026 e região Sudeste
Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral, é chave para o pleito nacional. Zema planeja intensificar agenda fora do estado, com foco em pautas econômicas e anticorrupção. A negação à vice de Flávio reforça o tabuleiro fragmentado da direita, com nomes como Tarcísio, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Michelle Bolsonaro (PL) em especulações. As eleições de 2026 definem não só a Presidência, mas também governadores, senadores e deputados, em contexto de recuperação econômica e debates sobre segurança.