O uso de fogos de artifício entre dezembro e janeiro pode provocar sofrimento físico e emocional em cães e gatos, com impactos que vão além do momento do barulho, segundo especialistas em medicina veterinária.
A médica-veterinária Flávia Jávare explica que o organismo dos animais interpreta os ruídos intensos como ameaça, ativando o mecanismo de luta ou fuga. Esse processo envolve a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, resultando em agitação, tentativas de fuga, vocalizações excessivas, tremores, salivação intensa, taquicardia e respiração acelerada.
De acordo com a especialista, também podem ocorrer agressividade, automutilação, pupilas dilatadas e eliminação involuntária de fezes e urina, sinais que indicam alto nível de estresse. Flávia Jávare atua no Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX).
Além do estresse imediato, o barulho pode desencadear estresse acústico crônico, afetando principalmente animais com doenças pré-existentes, como cardiopatias, epilepsia, ansiedade e hipertensão, que podem apresentar crises e descompensações.
No aspecto comportamental, a exposição repetida aos fogos pode levar ao desenvolvimento de fobias sonoras, ansiedade persistente, síndrome do pânico e hipersensibilidade auditiva, com efeitos de longa duração.
Especialistas alertam que os cuidados com os animais devem ser reforçados durante períodos de uso intenso de fogos.
Via: @ch7brasil Jornalismo
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